sexta-feira, 13 de dezembro de 2013


Educomunicação

O que é?

Poderíamos dizer que é comunicando a educação. Uma forma que jovens descobriram de divulgar assuntos de seu interesse e de uma forma que todos podem entender. É muito interessante pensar que a idade não é nenhum requisito pois é crianças e jovens, quando orientados, são capazes de produzirem material de qualidade, com informações que realmente interessam a eles e são enriquecedoras para qualquer um.

 Neste site abaixo podemos ver uma página que explica e demonstra como fazer. 

http://www.cecip.org.br/images/bt_mudando_sua_escola_ebook.pdf

No México, em cidades diferentes, foi feito um trabalho onde crianças falam de sua cidade e sobre algo importante sobre a comunidade. Elas usam termos próprios da idade mas a comunicação é rica em detalhes. Esse trabalho foi documento em vídeos intitulados "Ventana a mi comunidade" e podem ser vistos acessando o link, onde aparecerão outros vídeos sobre o mesmo projeto:

http://www.youtube.com/watch?v=t_X-Bk3eLyY 

sábado, 7 de dezembro de 2013

Vídeo aula: Educomunicação por Prof. Ismar Soares




Na vídeo aula sobre Educomunicação, professor Ismar Soares do NCE - USP, apresenta como uma sistematização de parâmetros, pois é um campo emergente e a comunicação é um eixo transversal a todos. A característica da comunicação é direito de todos e ampliar as formas de expressão com planejamento de recursos e processos que envolvem o falar e o expressar-se.
O professor deve questionar: Qual é o grau de expressão comunicativa a minha aula estrá garantindo? Pensando que o professor, toda a classe ou comunidade é um espaço ou ecossistema, a Educomunicação é um planejamento dentro de um ecossistema com sujeitos sociais que desejam expressar-se de alguma maneira. para que isso ocorra as mediações são: falar, expressar-se, acessibilidade e o uso de tecnologias.
A educomunicação vai se preocupar com as tecnologias não por serem tecnologias, mas por serem parte das mediações que a cultura contemporânea apresenta para garantir as formas de expressão.



Novas tecnologias e Ambientes Virtuais de Aprendizagem

Na aula de Novas Tecnologias: Recursos para o Ensino e Aprendizagem, tivemos a oportunidade de discutir aspectos que permeiam um novo olhar para  Educação e para a aprendizagem. Dessa forma, consideramos ressaltar que:

Escola: instituição social fundamental para a formação pessoal, social e cultural das novas gerações.

A tecnologia surge como uma oportunidade aproveitada pela escola para impulsionar a educação.

Criação de redes – articulação constante viabilizando o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da gestão da educação.

Necessidade de reestruturar os objetivos de ensino e aprendizagem.
Assim, Professores e Alunos têm novas posturas no processo. O papel do psicopedagogo é de reconhecer os novos espaços e formas de aprendizagem para o ensino crítico e transformador.

 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Educação e Tecnologias : O novo ritmo da informação



LIVRO: Educação e Tecnologias : O novo ritmo da informação
Vani Moreira Kenski
Editora Papirus

Comentário:
Na aula de “Novas Tecnologias: Recursos para o Ensino e Aprendizagem”, tivemos a oportunidade de ler o texto  “Tecnologias também servem para informar e comunicar”, presente no livro: Educação e Tecnologias : O novo ritmo da informação , Vani Moreira Kenski da Editora Papirus. Sobre essa leitura, observamos os seguintes aspectos:

 O ser humano tem a necessidade de expressar (sentimentos e opiniões) e de registrar (experiências e direitos).
A Tecnologia de inteligência é a linguagem. TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação).
A linguagem pode ser oral, escrita e digital.
A linguagem oral era usada no início dos grupos para perpetuar a cultura. Numa visão circular  da apresentação das idéias.
A linguagem escrita é representada pela compreensão do que se comunica, onde o conhecimento pode ser compartilhado e acontece numa forma linear. O surgimento do papel trouxe o acesso à informação e aprender a ler e a escrever, passa a reorientar a estrutura social.
A linguagem digital abrange informar, comunicar, interagir e aprender. Surgem os hipertextos, que são documentos interligados. A multimídia ou hipermídia apresentam fotos, vídeo, som, ou seja, outros estímulos. Com a maior quantidade de acessos surge uma nova cultura e um novo modelo de sociedade, onde as informações em rede são lançadas sem ter uma liderança para articular os elementos conectados. O papel do professor é fundamental nesse momento em que os alunos estão rodeados de tanta informação, o que exige do mesmo, atualização permanente que promova alterações no pensar e fazer educação.

David Buckingham fala sobre Educação para as mídias



Para o especialista britânico, em vez de denunciar os perigos da TV, videogame e internet, é melhor ajudar a turma a fazer escolhas conscientes
David Buckingham
Não é novidade, mas não deixa de ser chocante: nos países mais urbanizados (o que inclui o Brasil), crianças e jovens veem mais horas de TV do que de aulas. Se somarmos o tempo dedicado a outros meios de comunicação - internet, rádio, revistas e videogames -, o consumo de mídia na infância e adolescência só perde para o período de sono. Por isso, a importância de debater o assunto na escola é evidente. Para muitos professores, essa tarefa resume-se a alertar a turma sobre os perigos: a TV manipula, a publicidade estimula valores vazios, a internet está cheia de predadores sexuais. Pode não ser a melhor saída. "Essa atuação parte do princípio de que as crianças são vítimas passivas da influência dos meios de comunicação, o que não costuma ocorrer", afirma o britânico David Buckingham, diretor do Centro para o Estudo das Crianças, Juventude e Mídia na Universidade de Londres. Autor de 24 livros (apenas um deles publicado no Brasil) e com 30 anos de experiência na docência e na formação, o especialista defende que o trabalho deve estar focado no questionamento e na reflexão para preparar os jovens a fazer escolhas conscientes, tanto como consumidores (interpretando e julgando o que leem e assistem) quanto como produtores de mídia (usando as tecnologias para expressar seus pontos de vista). De seu escritório, em Londres, Buckingham concedeu a NOVA ESCOLA a seguinte entrevista.

Ao discutir mídia na sala de aula, muitos educadores entendem que sua principal missão é denunciar as mensagens nocivas dos meios de comunicação. Essa abordagem é eficaz?
DAVID BUCKINGHAM
Esse tipo de atuação era comum na década de 1970, quando comecei a dar aulas de mídia. Muitos livros traziam a noção de que as crianças eram consumidores passivos e nós deveríamos dotá-las de habilidade crítica para libertá-las das ideias ruins apresentadas pelos meios de comunicação. Com a prática, fui percebendo que essa imagem do professor que carrega uma tocha para iluminar os estudantes, desfazendo a escuridão e a ignorância, tinha muito de fantasia.

Por quê?
BUCKINGHAM
Primeiro porque, como muitas pesquisas mostraram nas últimas décadas, crianças e jovens não aceitam acriticamente qualquer coisa que veem na televisão ou internet. Não estou afirmando que eles sabem tudo: as capacidades de análise se desenvolvem com o tempo e variam conforme as experiências individuais. A segunda razão é que estudantes resistem quando há um adulto apontando o dedo e dizendo "você tem de fazer isso". Podem até jogar o jogo e dizer o que o professor quer ouvir: "Você está certo. E eu sei que a propaganda é ruim e a mídia está cheia de mentiras". O perigo, aí, é conseguir respostas cínicas em vez de críticas.
                                                                                                               



Comentário:
Escolhemos essa matéria porque trata de algo que vivenciamos em sala de aula e que precisamos estar atentos. O assunto sobre as mídias não deve ser apenas criticado para os alunos, mas precisamos mostrar o que há de bom, ajudando e orientando nas escolhas.
Segundo o autor, é através do questionamento e da reflexão que preparamos os jovens a fazer escolhas conscientes, tanto como consumidores (interpretando e julgando o que leem e assistem) quanto como produtores de mídia (usando as tecnologias para expressar seus pontos de vista).

Apreciar arte virtualmente



Nossa primeira sugestão é o site do Museu Virtual Canadense como meio de aprender arte virtualmente. Um passeio divertido sem sair da frente do seu computador. Bom divertimento.

http://www.museevirtuel-virtualmuseum.ca/index-eng.jsp

Como os alunos fazem buscas na internet



Estudo realizado pela Universidade de Buenos Aires, na Argentina, mostra como os estudantes procuram informações na rede mundial
Gabriel Pillar Grossi (ggrossi@abril.com.br), de La Plata, Argentina


A tecnologia está cada vez mais presente na vida de todos. Tanto é assim que pela primeira vez na história o Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação Comparada, a famosa prova realizada com jovens de 15 anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE) vai incluir, neste mês de maio, um teste para ser respondido com o auxílio do computador. As 27 questões serão aplicadas apenas em 17 países (dos quase 60 que fazem o Pisa), justamente para medir a capacidade de encontrar informações e construir conhecimento utilizando a rede mundial.

No entanto, o uso de computadores na escola ainda não está tão disseminado em nosso país (e em muitos de nossos vizinhos). Pesquisa divulgada no mês passado mostrou que 63% dos estudantes brasileiros dizem que o lugar mais habitual para acessar a internet é a escola. Porém, esses mesmos jovens afirmam que metade dos professores não utiliza nem recomenda a rede. E apenas um em cada dez entrevistados aprendeu a usar a ferramenta com um educador.
Cientes dessa falta de familiaridade dos professores com a internet, pesquisadores da Universidade de Buenos Aires vêm se dedicando a entender como os alunos buscam informações na rede. "Muita gente acha que, pelo fato de terem mais acesso às máquinas desde cedo, as crianças sabem tudo o que precisam fazer, o que não é verdade", destaca Flora Perelman, a coordenadora do estudo, que foi apresentado em março durante as Jornadas 30 Anos de Leitura e Escrita na América Latina, em La Plata. "Temos um papel fundamental na hora de ajudar essa turma a usar as novas tecnologias."

O estudo, feito com alunos do equivalente ao nosso 7º ano em 400 escolas da província de Buenos Aires, indica que há cinco pontos essenciais a considerar antes de colocar a garotada na frente da tela: compreender que a busca na rede é uma prática social de leitura, tomar consciência de que a máquina deve ser usada ao nosso favor, aprender a escolher os sites que têm o que se quer procurar, saber selecionar informações confiáveis e entender o peso da imagem no processo.

O que o aluno deve buscar na rede, onde e como

O primeiro problema que se coloca para os estudantes ao pesquisar na internet é onde encontrar o que se quer. Em geral, acessam um site de busca (tipo Google) e digitam uma ou mais palavras. Há três comportamentos padrão. Quando quer apenas se divertir, o jovem clica no primeiro resultado de busca e vai para o novo site. Na hora de buscar conhecimento geral, ele clica em no máximo dois sites, até achar o tema em questão. Finalmente, quando tem de localizar algo específico para uma tarefa escolar a complexidade aumenta: o aluno faz a busca, lê o site, tenta avaliar a qualidade dos dados oferecidos e refaz o processo várias vezes, até ter alguma certeza de que os nomes, números e datas conferem. Mas o processo é eficaz? "Isso prova que buscar informação na internet é altamente complexo, é uma prática social de leitura e, portanto, requer auxílio constante do professor", explica Flora Perelman.

Mariana Ornique, também da equipe que realiza o estudo, conta que, quando o professor não orienta o trabalho, o mais comum é a turma digitar qualquer coisa na tela, sem pensar muito. "Só que a página de busca não é capaz de interpretar nada." Por isso é fundamental discutir o que exatamente se quer encontrar - antes de clicar. Em outras palavras, é preciso levar os alunos a entender a diferença entre pedir informação a alguém e à máquina. Só assim a tecnologia é usada a favor do usuário e da aprendizagem.

Na hora de escolher, confiança é a chave 

O terceiro passo é aprender a selecionar os sites "Na dúvida, as crianças muitas vezes optam por um .org ou .gov, porque acreditam que páginas não-comerciais têm mais credibilidade", afirma outra pesquisadora, Vanina Estévez. "Será? Duvidar das informações é essencial e é preciso ensinar a turma a fazer isso." Segundo a pesquisa, os jovens acreditam muito na objetividade dos fatos históricos. Mas é essencial que eles compreendam que qualquer ponto de vista carrega consigo uma certa parcialidade - conhecimento, aliás, que deve ser explorado também em atividades sem o computador. Daí a importância de saber selecionar as informações confiáveis (a quarta conclusão do estudo). Afinal, nem tudo o que está disponível na internet é verdadeiro.

Como, então, levar a turma até dados confiáveis? "Essa é a questão quando se trata de explorar a tecnologia na escola", diz a pesquisadora Emilia Ferreiro, conhecida por seus estudos em alfabetização, mas que coordena trabalhos sobre o uso do computador em classe. "Quando alguém nos pergunta algo, imediatamente pensamos para que essa pessoa quer saber isso, aonde quer chegar. E a máquina não faz isso. Nenhum site de busca consegue interpretar como nós fazemos."

A força das imagens e como não se enganar 

Finalmente, María Rosa Bivort, também da equipe de Buenos Aires, chama a atenção para a importância da imagem na busca via internet. "Numa das tarefas propostas, os alunos tinham de encontrar fotos de imigrantes que vieram da Europa no século 19", conta ela. "Ao colocar palavras-chave nas ferramentas de busca, como navio e século 19, algumas crianças encontraram fotos recentes de embarcações antigas em festas em homenagem aos imigrantes, por exemplo." Isso serviu para os professores explicarem que nem todas as imagens em sépia (aquele tom amarelado que as fotos em preto-e-branco ganham com o tempo) são velhas de verdade, pois esse efeito pode ser obtido hoje justamente graças à informática. Sem falar no próprio visual dos sites - um mais atraente pode "parecer" mais confiável, sobretudo para crianças menores.

Tudo isso só reforça a importância de cruzar informações e checar antes de simplesmente comprar o que aparece na tela. "A confiabilidade é mesmo o aspecto crucial", analisa Emilia Ferreiro. "A grande vantagem é que a máquina nos permite experimentar infinitamente. Podemos voltar, refazer, trocar tudo. E isso não causa nenhum problema ao trabalho, pois ele é 100% reversível. No entanto, precisamos ensinar a interpretar. Pois só assim vamos ajudar os alunos a construir conhecimento de fato."